Órgão ministerial apura o envolvimento de empresas de empréstimo consignado na ação criminosa no município.

O Ministério Público autorizou um mandado de busca e apreensão para os proprietários e uma funcionária de duas empresas em Timbiras. — Foto: Reprodução/ TV Mirante

O Ministério Público do Maranhão (MP- MA) autorizou um mandado de busca e apreensão para os proprietários e uma funcionária de duas empresas de empréstimo consignado em Timbiras, a 316 km de São Luís. De acordo com a promotora de Justiça, Natália Macêdo, vários idosos começaram a denunciar que haviam feito empréstimos nas empresas e que ficaram sem receber o dinheiro de suas aposentadorias.

“O valor dos empréstimos eram transferidos para conta da promotora e para a conta dos proprietários com a funcionária. Então isso foi o que nos chamou atenção, nós achávamos que era um caso isolado e posteriormente nós pedimos a quantidade de boletins de ocorrência envolvendo essa promotora. Quando chegamos percebemos que tínhamos 12 boletins de ocorrência, mais quatro pessoas que não tinham ido na Delegacia, tinham ido diretamente na gente e a partir desse momento nós iniciamos as investigações”, explicou Natália Macêdo.

Os proprietários das empresas Poupa Bom Jesus e Promotora Bom Jesus foram identificados como Francisco Alves Pereira e Francinete de Sousa Dantas. O MP também investiga uma funcionária de uma das empresas reconhecida como Samara da Silva dos Santos. Com a ajuda do Grupo de Atuação Especial de Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) e da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção, os mandados foram cumpridos.

Segundo o MP, o casal e a funcionária ainda não foram presos, mas foi constatado que realizaram empréstimos não autorizados. De acordo com o MP, eles entraram no limite de cheques especiais pedidos para os idosos e até contratavam títulos de capitalização. Só uma das mais de 20 vítimas identificadas na investigação terá que pagar R$17.409 reais para o banco, conforme o órgão ministerial.

A também promotora de Justiça, Klycia Menezes, explicou sobre o desenvolvimento da investigação. “Lá nós apreendemos computadores, celulares, muitos documentos, dentre eles documentos pessoais de idosos, além de contratos de empréstimos que serão analisados. Quando a petição foi distribuída junto ao fórum de Timbiras, haviam 16 idosos e o prejuízo girava em torno de R$65 mil reais, agora esse prejuízo é bem maior. A Justiça do bloqueio de valores das contas dessas pessoas, dos investigados para que possa haver o ressarcimento desses danos”, revelou.

Fonte: G1 MA

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor, deixar cometário.
por favor, digite o seu nome