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O Governo do Estado iniciou, no dia 12 de janeiro, o Diagnóstico Social da Realidade da Juventude Negra do Estado do Maranhão. O levantamento é uma das ferramentas para a elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra no Maranhão – Plano Juventude Viva, que está sendo implementado pelo convênio entre as Secretarias de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e da Juventude (Seejuv), com o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Os recursos, na ordem de R$ 150 mil, para a execução do Plano são provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB).

O diagnóstico social da realidade da juventude negra será realizado nas cidades de Açailândia, Bacabal, Caxias, Codó, Imperatriz, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, São Luís e Timon, que figuram entre os 305 municípios brasileiros com maior vulnerabilidade para a juventude negra, de acordo com o Atlas da Violência publicado em 2017. O levantamento tem o objetivo de identificar e compreender os fatores que estão por traz da vulnerabilidade desse grupo social.

A secretária de Estado da Juventude, Tatiana Pereira, destacou que o diagnóstico será, também, um instrumento inédito de informação sobre a realidade juvenil no Maranhão. “Teremos o primeiro diagnóstico da realidade da juventude do Maranhão. Isso é estratégico porque vai nortear melhor as nossas ações e vai nos ajudar a ampliar o leque de atuação e compromisso do Governo do Estado com a juventude maranhense”, ressaltou.

Tatiana frisou, também, o esforço do deputado Rubens Júnior na destinação da emenda que está possibilitando a execução das atividades do Plano Juventude Viva. “É importante destacar o compromisso do deputado Rubens Júnior com a juventude maranhense, ao destinar os recursos, por meio de emenda, para que possamos colocar em prática o Plano Juventude Viva, que será um marco para o desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento das vulnerabilidades da juventude negra no nosso estado”.

O deputado federal Rubens Júnior destacou que a emenda destinada à execução do Plano Juventude Viva, é mais uma iniciativa do seu mandato na Câmara dos Deputados para contribuir na gestão do governador Flávio Dino. “Estamos reforçando a política do Governo do Maranhão de garantir mais oportunidades e educação para a juventude maranhense”, complementou.

Pesquisa

O diagnóstico está sendo realizado por técnicos do Instituto Maranhense de Educação, Pesquisa, Extensão e Cultura (Imepec). Os questionários para levantamento dos dados estão sendo aplicados com três públicos definidos: gestores municipais de juventude e de outras áreas que tem a juventude como público de suas ações, lideranças comunitárias e políticas, lideranças de movimentos e organizações que tem atuação com a juventude e, também, com jovens de cada município, dentro do perfil da pesquisa, ou seja, que tenham vivenciado alguma forma de violência e/ou tenham vivências de militância em prol das políticas públicas.

As primeiras ações do diagnóstico foram realizadas nos municípios de Caxias, Açailândia, Timon e Bacabal, onde as equipes de pesquisadores realizaram a aplicação dos questionários no sistema de grupos focais, formados por dois públicos: gestores de juventude e lideranças comunitárias e políticas e com os próprios jovens.

Com o primeiro público dos grupos focais, os pesquisadores pretendem identificar as percepções destes acerca das características da juventude de cada cidade, bem como os principais problemas que atingem os jovens, o impacto desses problemas na juventude negra e as dificuldades e estratégias do município para enfrentar as problemáticas.

Para a coordenadora municipal de Juventude de Caxias, Kátia Braga, o diagnóstico realizado no município proporciona entender melhor as necessidades da juventude a partir da sua ótica e, ter dados para melhor pautar as ações desenvolvidas pelo poder público. “É um processo de escuta que possibilita nos aproximar da realidade do jovem, conhecer o que eles pensam e tem a nos dizer sobre as situações de vulnerabilidade que vivenciam no seu cotidiano. Vai contribuir para nós gestores, seja no âmbito estadual, seja municipal, para que possamos construir estratégias de atuação pautadas na realidade desses jovens, naquilo que para eles são de fato prioridade”, destacou.

As equipes aplicaram dois questionários nos grupos focais formados por jovens. O primeiro com o objetivo de identificar informações preliminares sobre a juventude de cada município e as suas relações. O segundo com o objetivo de saber a opinião destes sobre os principais problemas vivenciados por eles, de forma particular, sobre a violência no município, buscando identificar situações e experiências já vividas, conhecimento sobre estratégias adotadas pelo poder público e sugestões para o enfrentamento da violência.

O coordenador do Imepec, Benedito Rocha, explica como está sendo realizada o levantamento de informações a partir da metodologia dos grupos focais. “Cada grupo focal é composto em média por 15 a 18 jovens, seja ele liderança ou com características específicas. Cada um desses jovens representa uma entidade, movimento ou uma determinada parcela da juventude, ou seja, ela representa não apenas ela mesma, mas sim 150 a 200 pessoas, o que nos dará informações de um grupo maior de jovens”, comentou.

Plano Juventude Viva

O Plano Juventude Viva tem o objetivo de ampliar direitos e prevenir a violência que atinge a juventude maranhense, concretizando subsídios para a construção de instrumentos de diagnóstico, controle e prevenção da violência com o recorte racial, priorizando a população negra.

Após a realização do diagnóstico, seguirão outros passos de execução do Plano, como a criação do Comitê Estadual de mobilização para elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra no Maranhão, realização de oficinas, capacitação e campanha de combate ao racismo institucional, seminário de elaboração do plano, publicação do Plano Estadual, mobilização e assessoria para elaboração dos planos municipais e para criação de comitês municipais de monitoramento das políticas públicas de juventude negra em cada um dos nove municípios.

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