Equipe Fesma durante qualificação para monitoramento do Programa Farmácia Viva (Foto: Divulgação).

Instituído pelo Governo do Maranhão com base no bem-sucedido Programa de Tratamento Fitoterápico da Doutora Teresinha Rêgo, o Farmácia Viva já qualificou mais de 13 mil pessoas em todo o Estado para o uso adequado de plantas medicinais.

Coordenado pelas Secretarias de Estado da Saúde (SES) e de Políticas Públicas (Seepp), o programa foca em ações preventivas e na complementação de tratamento, especialmente de doenças crônicas.

Como parte da política de reforço a atenção primária, as ações do Programa estão sendo implantadas nos 30 municípios que fazem parte do Programa Mais IDH, além de 100 cidades maranhenses.

Nesta semana, o Governo do Estado entregou mais uma unidade do horto-medicinal à população do município de Amapá do Maranhão.

De acordo com a farmacêutica e coordenadora do Programa, Kallyne Bezerra, até 2022 todos os municípios maranhenses terão unidades dos horto-medicinais, além de qualificação da população.

“Nós implantamos o programa em 100 municípios, além das 30 cidades que compõem o Mais IDH. Também promovemos parceria com instituições, garantindo a presença do programa em 180 pontos espalhados no Estado”, explica.

Horto medicinal (Foto: Divulgação).

Além da qualificação e capacitação de profissionais e da população, o Farmácia Viva é monitorado permanentemente com acompanhamento do profissionais da Força Estadual de Saúde (Fesma) – equipe multidisciplinar que fortalece ações da atenção primária de saúde nos municípios mais pobres do Maranhão.

Êxito no tratamento 

Kallyne Bezerra explica que, segundo o monitoramento realizado pela Fesma, já é possível avaliar os bons resultados que o Farmácia Viva tem promovido no Estado.

“A fitoterapia atua como um complemento ao tratamento convencional de enfermidades e, nesse sentido, temos percebido uma importante contribuição do programa no tratamento de doenças crônicas, sobretudo casos de hipertensão, colites e diabetes, com excelentes resultados para os pacientes”, ressalta.

A gestora explica que parte da produção dos medicamentos produzidos é destinada à rede pública de atendimento. “Após a qualificação e capacitação dos agentes e demais profissionais de saúde, a prescrição farmacêutica desses medicamentos tem sido usada com bastante êxito nas Unidades Básicas de Saúde desses municípios”, diz.

Horto medicinal (Foto: Divulgação).

Experiência bem-sucedida

Com os resultados alcançados desde a implantação do Projeto, o Farmácia Viva está sendo adotado por outras Unidades da Federação. Secretarias de Saúde dos Estados do Mato Grosso do Sul e Pernambuco, além da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estão buscando o detalhamento do método para implantação.

“A essência do tratamento fitoterápico é a prevenção e melhorar a qualidade de vida das pessoas ampliando as formas de tratamento. Como o custo no uso de plantas medicinais é baixo e os resultados são excelentes, isso despertou o interesse de outros estados. Esses resultados também são muito importantes para desfazer certos preconceitos em relação ao tratamento de saúde fitoterápico”, conclui Kallyne Bezerra.

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