Na safra dos anos de 2006 e 2007 foram confirmados mais de 170 focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja da região sul do Maranhão.


Por JMTV 1, TV Mirante, G1 MA

Operação da AGED-MA destrói 174 hectares de lavoura de soja no MA

Operação da AGED-MA destrói 174 hectares de lavoura de soja no MA

Uma operação da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) destruiu 174 hectares de uma lavoura de soja no sul do Maranhão, que foi plantada durante o vazio sanitário, período em que o cultivo é proibido.

A ouvidoria da Aged recebeu a denúncia em São Luís e os fiscais da Aged de Balsas e de São João dos Patos localizaram 174 hectares de soja irrigados por dois pivôs no município de São Felix de Balsas.

Tudo teve que ser destruído porque o plantio foi feito dentro do período de vazio sanitário que dura os meses de agosto e setembro.

O vazio foi criado há dez anos para tentar impedir o avanço da ferrugem asiática, uma doença causada por um fungo que causa grandes prejuízos.

Na safra dos anos de 2006 e 2007 foram confirmados mais de 170 focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja da região sul do Maranhão, que resultaram em perdas de até 40 por cento na safra. De lá para cá com o vazio sanitário a doença está sob controle.

Segundo Diego Amaral, fiscal da Aged, se o plantio não fosse destruído, a próxima safra de soja em todo maranhão poderia sofrer um novo ataque do fungo da ferrugem. “E qual é a grande intenção do vazio sanitário? Para nós termos um período de 60 dias sem soja viva no campo que isso vai possibilitar a quebra reprodutiva desse fungo. Ou seja, ele não vai ter uma planta viva de soja para continuar a sua reprodução e entrar na safra seguinte bem ativo. Tanto é que quando a ferrugem entrou na nossa região ela causou milhões de reais de prejuízo aos nossos produtores rurais”, explicou.

Considerando o preço atual da soja a plantação renderia mais de meio milhão de reais. O diretor da Aged em Balsas, Eugênio Pacelli, pontua que agricultor que não teve a identidade revelada além de ser obrigado a destruir a plantação ainda será multado. “Ele foi autuado pelos fiscais da Aged. Ele vai responder um processo administrativo. A multa pode chegar até 10 mil reais nesse caso da destruição da soja”.O cultivo de soja irrigada durante o vazio sanitário só é permitido para fins de pesquisa e mesmo assim com autorização da Aged, que deve ser comunicada pelo menos trinta dias antes do início do plantio.

Cultivo de soja irrigada durante o vazio sanitário só é permitido para fins de pesquisa e mesmo assim com autorização da Aged (Foto: Reprordução/ TV Mirante)

Cultivo de soja irrigada durante o vazio sanitário só é permitido para fins de pesquisa e mesmo assim com autorização da Aged (Foto: Reprordução/ TV Mirante)

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