Por AQUILES EMIR

Há menos de um ano, o Governo do Estado anunciou a execução, pela Secretaria de Indústria e Comércio, de uma “arrojada” obra de recuperação das principais vias do Distrito Industrial de São Luís, localizado às margens da BR 135, no bairro do Tibiiri, mas quem transita pelo local não consegue identificar quais os serviços foram executados.

O único trecho onde ainda se vê a presença de asfalto são menos de 300 metros, da entrada à rotatória da avenida principal, mas, mesmo assim, não existe sinalização, pois as faixas de divisão das pistas, faixa de pedestre etc já desapareceram, a exemplo de outras obras de engenharia da cidade, ao que tudo indica pelo uso de tinta de péssima qualidade.

Em outras vias, onde havia asfalto, restou o barro e a buraqueira já preocupa os empresários da área, pois, com a chegada da temporada invernosa, o tráfego vai se tornar complicado, aumentando os risco de danificação de veículos e até mesmo de assaltos à noite, já que o DI e hoje uma área cercada de invasões.

Não bastasse isso, as transportadoras reclamam das dificuldades de circulação e sempre querem aumentar o custo operação para entrega ou retirada de mercadorias.

Em algumas ruas, não há mais sequer sinal de pavimentação asfáltica, deixando as ruas com as mesmas características de povoados da zona rural.

Segundo um empresário da área, que pediu reservas para não atrair problemas à sua empresa (“estamos vivendo tempos esquisitos no Maranhão”), o DI nunca foi prioridade da atual administração estadual. Nunca houve, diz ele, visita de autoridades, reunião com empresários, apesar de ali estarem instaladas importantes empresas, passarem pelas suas centenas de operários etc. “Atrair empresa para cá e não oferecer a ela condições de funcionar é complicado”, completa.

De acordo com esse empresário, todos os dias entram e saem dezenas de carros pesados no DI, para fazerem o transporte de produtos adquiridos ou vendidos pelas indústrias ali instaladas. Esse tráfego intenso exige vias de boa pavimentação, pistas sinalizadas e outras medidas para garantir boas condições de trafegabilidade. “Infelizmente, sempre que fazem alguma coisa é só arremedo”.

Não bastasse a carência de urbanização, o Distrito Industrial não recebe serviços de limpeza pública, as ruas e avenidas são mal iluminadas e não há serviços de segurança, ou seja, o principal bairro industrial de São Luís está abandonado.

Para esse empresário, mais do que a ausência do estado, pior é assistir à omissão das entidades patronais, pois não há um órgão representativo da classe empresarial que fale pelos empresários da área, apesar de todas as entidades estarem representadas no Conselho Empresarial do Maranhão (Cema). “Estamos jogados e dependentes da sorte”, complementa o empresário.

Fonte: http://maranhaohoje.com

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