A sala de atendimento é pioneira no Maranhão e foi preparada para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência.

  • Assessoria de Comunicação

As atividades da sala de atendimento especial são realizadas no contraturno dos alunos e em consonância com a proposta da escola.

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) desenvolve atendimento especial para estudantes com deficiência no Campus Açailândia. Desde 2015 o Campus disponibiliza aos alunos uma Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Já passaram pela sala cinco estudantes com deficiência e, atualmente, é realizado o atendimento de quatro alunos – dois cadeirantes, um down e um com baixa visão, totalizando nove estudantes do Campus que já tiveram acesso ao espaço. A sala foi a pioneira do Maranhão e é organizada pela coordenadora do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais Específicas (NAPNE), Claudianny Galvão, com o apoio dos serviços da intérprete de libras, Céssia Mônica Moniz. O atendimento do AEE funciona pela manhã, tarde e noite.

Claudianny Galvão explica que o atendimento no Campus é um serviço da educação especial em que educadores e coordenação elaboram, organizam e planejam melhores práticas de ensino para serem repassadas aos alunos com deficiência. “Os alunos podem realizar outras atividades na sala e nós ajudamos com o apoio de alguns professores. Avaliamos como positivo o nosso trabalho, pois já temos dois alunos com deficiência que já entraram na universidade. Um aluno surdo entrou em uma privada e um cego em uma pública (UFMA)”, avaliou.

As atividades são realizadas no contraturno e em consonância com a proposta da escola. A sala de recursos multifuncionais tenta complementar a formação do aluno do Campus, visando a sua independência dentro e fora da instituição. “O AEE não é reforço escolar, nem tem como objetivo substituir o ensino comum, mas a sala possui tecnologia assistiva, além de materiais didático-pedagógicos adaptados e adequados, tendo em vista as necessidades específicas dos educandos. Sendo assim, oportuniza e enriquece a base curricular, apesar de suas atividades se diversificarem das desenvolvidas em sala de aula de ensino regular”, argumentou Claudianny.

A Diretora de Desenvolvimento Educacional do Campus Açailândia, Suzenilde Maciel, explica que a implantação da sala do AEE trouxe grandes transformações para o ensino voltado aos alunos com necessidade especiais. “Contamos com uma estrutura física e humana que tem possibilitado sucesso no processo de ensino-aprendizagem. A prova do sucesso da sala de atendimento especializado são as conquistas de nossos alunos que tem conseguido acesso ao ensino superior público e privado, bem como a conclusão do ensino técnico integrado ao médio em tempo certo”, declarou.

Tecnologia a serviço dos alunos com deficiência

A Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) do Campus Açailândia disponibiliza de equipamentos qualificados e úteis para o uso durante as atividades com os alunos. O espaço dispõe de impressora braile, máquina de escrever em braile, reglete, sorobã, lupas, máquinas de calcular sonora, bengalas para trabalhar a mobilidade, jogos de leitura, material dourado, esquema corporal, dominó de frases, dominó de associação de ideias, dominó de animais em libras, dominó de frutas em libras, dicionário enciclopédico da Língua Brasileira de Sinais, jogo da memória com numerais, jogo de memória tátil com texturas, entre outros confeccionados pelos profissionais da sala. As salas de aulas são coloridas, com perfumes diversos, formas e texturas compactadas.

No ano de 2017, o aluno Fábio Costa, que possui deficiente visual (DV), concluiu o Ensino de Jovens e Adultos (PROEJA) Meio Ambiente, e pediu apoio à sala para inscrevê-lo no ENEM. O aluno foi aprovado na segunda chamada pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU) na UFMA para cursar Comunicação Social (Radialismo). Há, também, um aluno com síndrome de Down (DI), que também é destaque no curso de Tornearia oferecido pelo SENAI e concluirá o ensino médio este ano.

A aluna Érika Aguiar (Deficiência Visual-DV/Baixa Visão), do curso Meio Ambiente, conta que o trabalho realizado na sala ajudou em seu desenvolvimento. “Desde quando entrei no IFMA, o AEE me ajudou muito, em vários sentidos, ao ampliar as provas, as atividades, nos trabalhos, nas pesquisas, inscrições entre outras. Por eu ser muito tímida a Claudianny pegava desde sempre no meu pé, para eu falar com os professores sobre as minhas necessidades. Serei sempre grata e jamais esquecerei o incentivo que recebi da instituição”, disse.

“Eu gosto muito do AEE. Quero aprender. Estudar para escrever no Whatsapp e me formar. Eu aprendo muito, muito”, declarou o estudante Gabriel Araújo, de Alimentos, que possui deficiência intelectual (DI/Down). Já Missyellen, aluna do curso de Alimentos, que possui uma doença neuro degenerativa chamada ataxia de Friedreich, disse que “gosta da sala de AEE porque é legal. Nós procuramos a sala para pedir o auxílio das matérias que mais temos dificuldades. É onde encontro as meninas na sala e tenho um carinho todo especial por elas. A sala é acessível, tenho total liberdade de ir lá e solicitar adequação de material ou uma ajuda para ir ao banheiro. Sou bem tratada e elas cuidam muito bem de mim com educação, delicadeza e carinho”, informou a estudante.

Fonte: portal.ifma.edu.br

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